Autorretrato de Hélio Tasso, feita aos 80 anos, com ajuda de um espelho (Foto: acervo do artista)
Hélio Tasso foi um conhecido artista plástico, mestre na pintura, que deixou inúmeras obras em seu acervo particular e muitas outras espalhadas por residências de francanos.
Além de ser um pintor de destaque, foi um incentivador das artes, fazendo mostras e mostrando a capacidade artística dos francanos. Professor admirado, deixou muitos admiradores.
Agora, sua neta Flávia Tasso quer perpetuar a obra artística do pintor francano, transformando seu antigo ateliê num centro cultural que concentraria todas as suas obras e também seus objetos de trabalho, assim como alguns pertences.
Flávia estudou psicologia e cinema de documentário na França, tendo trabalhado em documentários sobre os indígenas e também para Oona Chaplin, neta de Charles Chaplin, o conhecido Carlitos.
Para tanto, ela busca patrocinadores e eventuais mecenas que possam ajudar na concretização do seu intento. Eventuais admiradores da obra do artista e apoiadores da arte podem fazer contados com Flavia Tasso – (16) 999955528 ou Marilda Tasso – (16) 999993752.
Quem foi
Helio Tasso nasceu em 14 de fevereiro de 1936 e aqui faleceu no dia 31 de agosto de 2018. Foi casado com Edith Carrijo Tasso (1959 – 2018).
Neto de imigrantes italianos, foi, posteriormente, naturalizado brasileiro. Manteve em vida o seu ateliê e exposição permanente à Rua Presidente Kennedy, 1352 – Vila Flores – Franca – SP. Inúmeras de suas obras podem ainda ser apreciadas no site www.heliotasso.com.br.
Artista plástico (pintor) e professor; assinou Hélio Tasso e posteriormente Tasso em suas obras.
Desde criança demonstrava grande aptidão para o desenho e pintura. Formou-se em desenho técnico em escola profissionalizante. No entanto, como autodidata, desenvolveu e aperfeiçoou a sua arte frequentando museus, galerias e bibliotecas, criando o seu próprio estilo.
Todos os estilos
Pode-se dizer que o início de suas atividades artísticas se deu em 1963, quando passou a dedicar-se à pintura e desenho de modelos estilizados de sapatos e caixas para as indústrias de calçados de Franca.
Foi deixando nos anos seguintes os desenhos industriais, passando a dedicar-se à arte da pintura em suas diversas técnicas (óleo sobre tela, aquarelas, afrescos, etc), destacando-se pela prática de diversos estilos, tais como Abstrato, Clássico, Expressionista, Figurativa, Impressionista, Realista, Surrealista e o estilo por ele denominado Psicossoarte (interpretado por alguns críticos como Realismo Fantástico).
A partir de 1975 participou de inúmeras exposições coletivas e individuais, tendo sido agraciado com relevantes premiações. O reconhecimento de seu talento se fez internacional e suas obras se espalharam por várias cidades brasileiras, assim como por países como Itália, França, China e Estados Unidos.
Após a morte do artista, sua casa (com obras em suas paredes, portas) e obras (quadros nas paredes) ficaram em exposição.
Assista ao vídeo que Flávia fez sobre seu avô:




