Doar sangue é um ato
simples, rápido e seguro que pode salvar até quatro vidas. O primeiro passo é
comparecer a um posto de coleta e, preenchendo todos os requisitos, é retirado
uma bolsa equivalente a 450mL.
Em seguida, é feita a separação dos hemocomponentes,
os exames de tipagens sanguíneas e a verificação de possíveis doenças. É após
esse trabalho que as bolsas, não contendo nenhuma irregularidade, são
encaminhadas aos hospitais.
O processo de transfusão, no entanto, é muito mais
minucioso do que imaginamos. Nem todos os pacientes podem receber as bolsas convencionais
de sangue. Em outras palavras, há pessoas que não se enquadram no esquema –
popularmente conhecido – ABO. Isso significa, por exemplo, que nem sempre o A
positivo pode doar para outro A positivo ou AB positivo. São raros, mas existem
sangues que desenvolvem anticorpos contra outros tipos de sangue.
O processo de reconhecimento dessa característica
ainda é bastante complexo, pois está presente em apenas 0,01% da população. Os
kits convencionais para a detecção desses antígenos são caros, trabalhosos e
nem sempre eficientes. Sendo assim, pacientes que necessitam de transfusão e
possuem fenótipos raros têm que receber uma bolsa compatível com a sua
característica sanguínea.




