Nos últimos três anos, o contrabando
causou prejuízos de quase R$ 350 bilhões ao país. Em Mato Grosso do Sul, a
entrada desses produtos é pelas cidades que fazem fronteira com a Bolívia e o
Paraguai.
Os quatro galpões da Receita Feral em Mato Grosso do Sul estão lotados. No
local tem eletrônicos, cosméticos, pneus.
De 2015 a 2017, o prejuízo do país com o contrabando e o descaminho foi
estimado em R$ 345 bilhões, o que equivale a 25 anos de arrecadação de Mato
Grosso do Sul.
“O contrabando afeta diretamente a vida do trabalhador. E o contrabando espalha
produtos sem a menor qualidade”, diz o presidente do Instituto de
Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras, Luciano Barros.
O galpão mais lotado da Receita em Mato Grosso do Sul é o de Ponta Porã, na
fronteira com o Paraguai. Ali tem, pelo menos, R$ 300 milhões em mercadorias
apreendidas. Uma chama a atenção. É um carro. Ele foi pego agora, no começo do
ano. Para importar legalmente o dono teria que gastar, mais ou menos, R$ 1
milhão. No Paraguai custa cerca de metade disso. Mas como os procedimentos não
foram feitos ele agora está no galpão, empoeirando até que a justiça decida o
que fazer com ele.




