Motivadas pela demanda das famílias, opinião pública e tendências de
mercado, as iniciativas para “apagar o gênero” dos brinquedos têm
dado maior resultado na inclusão das meninas em brincadeiras historicamente
atribuídas a meninos, como carrinhos e super-heróis, do que o contrário.
Segundo fabricantes de brinquedos na 35ª Feira Internacional de
Brinquedos (Abrin), que aconteceu na semana passada em São Paulo, o maior
desafio é atrair mais pais e filhos homens às brincadeiras de casinha, consideradas “coisa de menina”.
Para tentar equilibrar a expansão de todos os brinquedos para ambos os
gêneros, eles apostam algumas de suas fichas em produtos unissex,
caracterizados principalmente pela ausência do cor-de-rosa.
A fabricante Buba, especializada em brinquedos, acessórios e artigo de
decoração para bebês oferece boa parte de seus produtos em rosa e azul,
incluindo o “baby phone”, um smartphone de brinquedo. Mas Samy Moas,
diretor da Buba, explica que, nas linhas recém-lançadas, a empresa tentou
aproveitar outras cores, como o verde e o roxo, para dar uma cara mais neutra
aos itens.




