Na semana em que se
comemoram os 27 anos do Código de Defesa do Consumidor e o Dia Internacional do
Consumidor, 15 de março, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon)
de São Paulo realiza palestras e ações em parceria com Procon Municipais e
entidades de defesa do consumidor para analisar as mudanças propostas na Lei
dos Planos de Saúde e em outras áreas.
A lei está em vigor
desde o dia 11 de março de 1991 e, desde então, garantias já conquistadas estão
sendo questionadas por vários setores. Para o Procon de São Paulo, “o objetivo
é excluir direitos, sob o argumento de que as mudanças seriam mais vantajosas
para o consumidor”.
Na área da saúde, as
mudanças na Lei dos Planos de Saúde (9.656/1998) podem resultar em retrocesso
nos direitos conquistados ao longo de quase 20 anos, segundo a assessora
técnica do Procon de São Paulo, Marta Aur.
O Projeto de Lei
7419/06 propõe previsão de atendimento de urgência e emergência apenas para os
planos com atendimento hospitalar e o afastamento da aplicabilidade do Código
de Proteção e Defesa do Consumidor nos contratos de planos de saúde. “O
retrocesso proposto é tão grave que mobilizou diversos setores da sociedade e
as entidades estão fazendo representações, manifestações, e se uniram em
uma grande campanha para se manifestar contra essas alterações”, disse a
assessora.




