Cientistas e ecologistas se preparam para as consequências do fenômeno e alertam sobre o EL Niño em 2106, no Brasil e na em várias regiões da Terra, porém, por aqui pelo menos as autoridades públicas ou políticas não parecem nem estar aí para os sinais da natureza. Atualmente está se registrando em várias regiões do planeta o mais forte ciclo do fenômeno climático e oceânico El Niño, ele deverá aumentar até também os riscos de fome e doenças para milhões de pessoas agora em 2016, alertam organizações humanitárias, científicas e ecológicas. Segundo as mais recentes previsões de especialistas, como Willian Patzeri, para a BBC, o El Niño nestes próximos meses deverá exacerbar secas em algumas áreas e acentuar inundações em outras.Este fenômeno natural mas ainda não tão conhecido pela ciência contemporânea, em síntese, faz com que águas quentes do Oceano Pacífico se espalhem na direção das Américas do Norte e do Sul. Na história da ecologia, ele foi observado por pescadores na costa da América do Sul por volta de 1600, quando as águas do Pacífico ficaram estranhamente quentes. O nome, El Niño, é uma referência ao menino Jesus, por ele aparecer sempre na época do Natal, na virada entre o final e o começo do ano. O El Niño acontece em intervalos entre dois e sete anos, normalmente atingindo seu pico no final do ano, embora os seus efeitos possam persistir até os três primeiros meses do ano seguinte e durar até 12 meses.Como analisa matéria neste fim de semana no site Terra, o atual El Niño é o de ação mais forte registrada desde 1998 e deve ficar entre os três períodos mais poderosos de que se tem conhecimento. Segundo a World Water Organization (Organização Mundial da Água, a internacional WWO), nos três meses de pico, médias de temperatura na superfície das águas do Pacífico tropical devem ficar mais de 2ºC acima do normal. Um El Niño de grande intensidade que se manifestou há cinco anos estava ligado a chuvas de monções fracas no sudeste da Ásia, secas no sul da Austrália, das Filipinas e do Equador, nevascas nos Estados Unidos, ondas de calor, seca ou inundação no Brasil e as maiores enchentes até então registradas no México. William Patzert, especialista em clima do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL), um dos mais respeitados cientistas que estudam o El Niño nos EUA, o fenômeno tem causado a forte seca no nordeste brasileiro, enquanto que no sul do Brasil e norte da Argentina são registradas inundações que têm se intensificado por agora. A combinação de um maior aquecimento global com a intensidade deste fenômeno climático e oceânico em 2016 deve fazer com que esse verão seja um dos mais quentes de todos os tempos no Brasil, as temperaturas por aqui em nosso país poderão ultrapassar facilmente os 40ºC e ter a sensação térmica de até 50ºC e isso durante vários dias seguidos em locais como Rio de Janeiro, Piauí e Tocantins. Segundo meteorologistas, os termômetros já vêm registrando até 4ºC acima dos valores médios para esta época no Hemisfério Sul.





