Um ritual de
consagração da água marcou a abertura da sessão especial Água e
Espiritualidade, na última quinta-feira, 22 de março, no 8° Fórum Mundial da Água,
em Brasília. Em um auditório lotado, onze líderes espirituais discutiram a
relação da humanidade com a água por meio dos conhecimentos ancestrais,
tradicionais e sagrados.
O espaço rompeu os debates formais sobre recursos hídricos no
mundo e permitiu a discussão de aspectos subjetivos da relação da humanidade
com a água, por meio de ensinamentos de religiões como budismo, cristianismo,
espiritismo, islamismo, tradições indígenas e de matrizes africanas. Veja como
cada religião manifestou sua relação entre água e espiritualidade:
Budismo
O líder do templo Shin budista Terra Pura, monge Sato, afirmou
que o contato com a água implica sempre em regeneração – tanto espiritual
quanto física – e que ela não pode ser tratada como mercadoria. Segundo ele, a
água é a fonte de todas as possibilidades de existência. “Não podemos ver a
água como um bem de consumo”, disse o monge. “A religião deve ser a grande
incentivadora da espiritualidade, na sua diversidade de cultos. Os religiosos
devem respeitar a formação cultural do outro – se está voltado como bem comum.
Eu recuso a ser mercadoria”, completou.




