O sistema de
bandeiras tarifárias aplicado nas contas de luz não cumpre o objetivo de
auxiliar os consumidores a entender o custo da eletricidade e a economizar
energia. A constatação é do Tribunal de Contas da União (TCU) após auditoria.
De acordo com o tribunal, o sistema de três bandeiras – verde, amarela e
vermelha –, não contribui para que os usuários possam tomar a decisão de
reduzir o consumo em caso de taxa extra na cobrança da luz, diminuindo a
demanda energética.
Em razão disso, o tribunal determinou que o Ministério de Minas
e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promovam, em
180 dias, o realinhamento do sistema às reais metas pretendidas. A decisão,
publicada na última sexta-feira, 23 de março, foi tomada na última quarta-feira,
21.
De acordo com o relator do processo, ministro Aroldo Cedraz, o
sistema não tem alcançado o objetivo de reduzir a demanda por energia. “O
consumidor é induzido a acreditar que seria ele o maior beneficiário do
sistema. Isso faz parte de uma cultura perversa, que nos persegue em todos os
momentos das políticas públicas”, disse o ministro.
O TCU determinou ainda que a Aneel, em articulação com o
Operador Nacional do Sistema (ONS) e com a Câmara de Comercialização de Energia
Elétrica (CCEE), elabore e publique relatórios mensais com as informações
necessárias à verificação, “por qualquer interessado”, dos dados e valores que
subsidiaram a bandeira tarifária do respectivo mês.




