A febre amarela é
uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido por mosquitos tanto na
área silvestre, como na área urbana. Quando infectada, a pessoa apresenta um
quadro sintomático muito inespecífico, com febre, dores de cabeça e dores no
corpo. Em estágio mais avançado, a doença acomete principalmente o fígado,
provocando icterícia (pele amarelada) e outras complicações hepáticas.
Recentemente, os casos de febre amarela silvestre,
transmitida pelo mosquito Haemagogus, colocaram
em alerta grande parte da população. Em regiões de mata, foram registradas
diversas mortes de macacos por conta da contaminação do vírus. É importante
lembrar que eles são sentinelas da doença e ajudam a mapear as regiões em que
ocorrem a sua circulação. Os humanos, por sua vez, não fazem parte desse ciclo,
mas, quando infectados, se tornam acidentalmente portadores do vírus.
Ações
O aparecimento de casos no Estado de São Paulo
chamou a atenção sobre a importância de desenvolver e aprimorar políticas públicas
voltadas para a prevenção da doença. Nos últimos anos, foi realizado um
trabalho baseado em um pacto federativo com o Ministério da Saúde e com os
municípios paulistas. A partir daí, foram definidas estratégias fundamentadas
na separação de funções com objetivos comuns entre os órgãos. “Nós temos um
Estado organizado. Todos os macacos encontrados mortos foram avaliados pelas
nossas equipes. Por isso, conseguimos estabelecer os corredores ecológicos e
criar métodos de prevenção contra a doença”, explica o secretário de Estado da
Saúde, David Uip.




