Após três meses de queda, os
juros do cartão de crédito rotativo voltaram a crescer em fevereiro e atingiram
339,9% ao ano, informou na última segunda-feira, 26 de março, o Banco Central.
A alta foi de 5,9 pontos percentuais na comparação com a taxa registrada em
janeiro (327,9%).
No ano passado, o Banco Central mudou as regras para uso
do crédito rotativo do cartão, que é quando o cliente não paga o total da
fatura. Desde então, o consumidor só pode fazer o pagamento mínimo de 15% do
cartão por um mês. Na fatura seguinte, o banco não pode mais estender a dívida
e o cliente tem que escolher entre pagar o valor total ou parcelar o débito,
com juros mais baixos.
O objetivo da medida, segundo o governo, era reduzir os
juros do rotativo, que ultrapassava os 500% ao ano. Esse resultado foi
parcialmente alcançado, uma vez que essa taxa tem caído gradualmente.
Entretanto, a taxa ainda se encontra em patamar muito elevado.
De
acordo com o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o
aumento dos juros do rotativo em fevereiro se deve à alta do uso de cartão de
crédito de instituições que cobram taxas mais altas dos clientes. “As taxas aumentaram nos dois últimos meses em função basicamente
da entrada de novos participantes nesse mercado com taxas de juros mais
elevadas”, disse Rocha. Ele informou que os juros cobrados por
instituições financeiras maiores no setor de cartões permaneceram estáveis.




