Em dois anos, pesquisadores da
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esperam levar ao Sistema Único de Saúde (SUS)
uma tecnologia portátil para realizar diagnósticos imediatos de dengue, febre
amarela, chikungunya e zika vírus em um aparelho do tamanho de uma caixa de sapatos.
Projetado para ser desenvolvido e produzido no campus da
USP, em Ribeirão Preto, o sistema ‘lab-on-a-chip’
(laboratório em um chip) permitirá que um paciente saiba com qual dos quatro
arbovírus está enquanto é atendido na unidade de saúde.
A Fiocruz já conta hoje com outros testes simultâneos
das doenças, mas, segundo os pesquisadores, nenhum deles é tão rápido ou
utiliza princípios de microfluídica, engenharia que modifica o comportamento
dos fluídos em análise quando dispostos em espaços reduzidos.
Com sintomas parecidos como
dor de cabeça e febre, as doenças impõem desafios às autoridades brasileiras.
Desde julho do ano passado até fevereiro deste ano, o país contabilizou 154
mortes de febre amarela e 545 casos confirmados.




