No Brasil, um
acidente de trabalho ocorre a cada 48 segundos e a aproximadamente cada quatro
horas uma pessoa morre na mesma circunstância. Ciente disso, o Ministério do
Trabalho lançou na última quarta-feira, 04 de abril, a Campanha Nacional de
Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat) 2018.
Em seu segundo ano,
a campanha tem como foco o adoecimento ocupacional e a ocorrência de quedas
entre trabalhadores durante o cumprimento de suas funções.
Ao longo de todo o mês de abril, prédios públicos do Distrito Federal e de
outras unidades federativas serão iluminados com a tonalidade verde, cor que
simboliza a segurança. Banners, cartazes e folhetos com conteúdo informativo
também serão distribuídos pelas superintendências estaduais do Trabalho,
inclusive a empregadores. “A Secretaria de Inspeção do Trabalho destacou
estas duas tendências como muito preocupantes, e mereceram nossa atenção este
ano. Quanto às doenças ocupacionais, temos um problema de subnotificação,
porque normalmente são associadas a dores no corpo ou transtornos psíquicos que
não são notificados por um problema de cultura brasileira”, afirmou o
ministro interino do Trabalho, Helton Yomura. O ministro ressaltou que a
população recebe pouca orientação do próprio governo sobre medidas de prevenção
de acidentes no local de trabalho.
No ano passado, o
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contou 349.579 comunicações de
acidentes de trabalho (CATs), referentes a acidentes e doenças, sem contar os
acidentes de trajeto. Desse total, 10,6% (37.057) foram quedas com diferença de
nível, isto é, ocorridas em ambientes altos, como plataformas, escadas ou
andaimes. Das 1.111 mortes no âmbito laborativo, 14,49% (161) derivaram de
quedas. Em fevereiro deste ano, foram constatados 18 mil acidentes de trabalho.
Em 2017, foram concedidos 196.754 benefícios a empregados
afastados do trabalho por mais de 15 dias, em decorrência de problemas de saúde
provocados por suas atividades. A média, conforme o INSS, foi de 539
afastamentos por dia.




