Relacionamentos íntimos, como o casamento, estão entre as mais importantes fontes de satisfação individual. Apesar de muitos casais entrarem nessa jornada com a melhor das intenções, muitos se separam ou permanecem juntos apesar da relação deteriorada. Entretanto, alguns continuam felizes e bem-sucedidos. Qual será o segredo?
Alguns indícios surgem das últimas pesquisas no novo campo da psicologia positiva. Fundada em 1998 pelo psicólogo Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, essa área inclui pesquisas sobre as emoções positivas, os pontos fortes dos seres humanos e o que é importante para a maioria das pessoas. Pesquisadores que se dedicam a esses estudos descobriram que casais satisfeitos são propensos a acentuar mais o lado bom da vida, diferentemente daqueles que continuam juntos apesar de infelizes ou que se separam. Eles não apenas lidam bem com as adversidades, mas celebram os momentos felizes e trabalham para construir ou reforçar situações favoráveis. “Casais felizes veem o lado positivo no outro, algo pelo qual eles podem dizer ‘obrigado’, se abraçar e ser feliz com uma pessoa maravilhosa. Eles propositadamente constroem uma relação de respeito e gratidão. Casais infelizes, pelo contrário, estão olhando o tempo todo para encontrar falhas no parceiro, capturando cada erro seu”, observa a psicóloga Luzia Marques.

Tem sido assim a relação da professora Maria de Lourdes Duarte, 63 anos, e do autônomo Carlos Augusto Lopes Duarte, 65 anos. Casados há 38 anos, eles dizem ter construído uma relação harmoniosa e feliz. “Eu acho que as pessoas estão se separando porque não se conhecem. É preciso dar tempo para o ‘descobrir’ o outro e se descobrir dentro da própria relação, além de ser importante dar tempo para o relacionamento crescer”, diz Carlos Augusto. Maria de Lourdes faz coro com o marido e vai além: “todo mundo sabe que conviver com um ser diferente de você não é fácil. Mas com amor e jogo de cintura é possível focar no que importa sem permitir que coisas irrelevantes afetem a paz e a boa convivência. Além disso, bom humor é fundamental”, diz.




