Aos 31 anos, Ricardo César Ramassoti é pedreiro, com quatro anos de experiência em
assentar pisos, levantar paredes, reformar sistemas hidráulicos e todo tipo de
serviço em uma obra. Ele se orgulha da profissão que executa em cima de uma
cadeira de rodas.
Sem o movimento das pernas desde os 9, devido a um tratamento contra um
câncer, já construiu cerca de 100 casas com o ofício que herdou do pai e o
ajuda a sustentar a mulher e a filha de 4 anos em Morro Agudo.
Superar
a desconfiança e o preconceito foi apenas uma das batalhas encaradas por
Ramassoti desde criança. Diagnosticado aos 6 anos com câncer, aos 9 foi
submetido a cirurgias que o curaram, mas resultaram na perda dos movimentos das
pernas, na mesma época em que seu pai morreu. “Foi complicado. Entrei em
depressão por causa disso, fazia três meses que meu pai tinha falecido quando
eu fiquei na cadeira de rodas. Muitos problemas de saúde”, lembra.
Aos 16, Ramassoti recuperou-se daquela que considera a fase mais difícil
de sua vida, tempo em que chegou a ficar em coma e, posteriormente, a se
alimentar exclusivamente por sonda.




