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Céu de janeiro tem chuva de meteoros com pico neste final de semana. Veja mais

Saiba os principais fenômenos do mês, segundo guia de efemérides astronômicas do Observatório do Valongo, da UFRJ

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O primeiro mês de 2025 começa agitado para os amantes de astronomia, com uma chuva de meteoros, a passagem do cometa C/2024 G3 (ATLAS), a oposição de Marte e diversas conjunções celestes.

Na madrugada de sexta-feira (3) para sábado (4) e de sábado (4) para domingo (5) a chuva de meteoros Quadrântidas deve atingir o pico. E embora a chuva seja mais fácil de ser avistada do Hemisfério Norte do que do Hemisfério Sul, também existe a chance de vê-la do Brasil, principalmente se você morar mais ao norte do país.

A partir da segunda quinzena do mês, também será possível observar o cometa C/2024 G3 (ATLAS), que passa pelo ponto mais próximo do Sol no dia 13 de janeiro. O corpo celeste poderá ser visto com uso de binóculos, em céus escuros, entre as constelações de Capricórnio e Peixe Austral.

No dia 15 de janeiro, Marte estará em oposição com o Sol, o que significa que será o melhor momento para ver o Planeta Vermelho brilhando mais intensamente no céu noturno. A oposição ocorre quando a Terra fica entre o Sol e o planeta, formando uma linha reta, segundo o Observatório Nacional.

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Além disso, também estarão visíveis ao longo do mês diversas conjunções celestes, que ocorrem quando dois ou mais corpos celestes aparecem bem próximos no céu — uma ilusão de ótica, já que eles seguem separados por milhares de quilômetros no espaço.

Geralmente as conjunções são observáveis a olho nu, e costumam render belas fotos astronômicas.

Veja os principais fenômenos astronômicos do mês de janeiro, de acordo com o guia de efemérides astronômicas do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

2/1: Lua, Vênus e Saturno formarão um belo trio celeste no começo da noite, direção oeste;

3/1: Conjunção* entre Lua e Vênus, no começo da noite, direção oeste, na constelação de Aquário. Além disso, também ocorre a máxima atividade da chuva de meteoros Quadrântidas, que poderá ser observada apenas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil antes do amanhecer na direção nordeste;

4/1: Conjunção entre Lua e Saturno, no começo da noite, direção oeste, na constelação de Aquário. Além disso, a Terra estará no periélio, ponto de menor afastamento do Sol;

9/1: Conjunção entre Lua e as Plêiades (M 45) na direção oeste, por volta de 23h;

10/1: Conjunção entre Lua e Júpiter, no começo da noite, direção nordeste, na constelação de Touro. Também é o melhor momento para observação de Vênus, que estará visível no começo da noite, direção oeste, na constelação de Aquário;

13/1: Periélio do cometa C/2024 G3 (ATLAS). O cometa poderá ser visto com uso de binóculos, em céus escuros, na segunda quinzena do mês, quando irá transitar entre as constelações de Capricórnio e Peixe Austral;

14/1: Conjunção entre Lua e Marte, durante a madrugada, direção oeste, na constelação de Gêmeos;

15/1: Oposição do planeta Marte, que estará em seu melhor período para observação, visível durante toda a noite na constelação de Gêmeos;

20/1: Conjunção entre Vênus e Saturno no começo da noite, direção oeste, na constelação de Aquário. Os planetas estarão separados por 3 graus;

31/1: Lua, Vênus e Saturno formarão um belo trio celeste no começo da noite, direção oeste.

Segundo a CNN Brasil, o guia de efemérides astronômicas é produzido desde 2016 pelo Observatório do Valongo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e traz os principais fenômenos que podem ser vistos no céu noturno a cada ano.