Nos bastidores da Prefeitura, são fortes os rumores de que o prefeito Gilson de Souza (DEM) poderá apresentar, nesta terça-feira, com proposta para votação em regime de urgência, o projeto de reajuste dos servidores sem o aval da categoria, que se reunirá à noite para mais uma assembleia.
Seria uma forma de Gilson “matar” ainda no ninho a eminente greve geral articulada pelo Sindicato dos Servidores diante da resistência do prefeito em melhorar a proposta apresentada ao funcionalismo. O Executivo afirma que não há recursos; o sindicato diz que tem como melhorar.
Em meio ao imbróglio, se Gilson de Souza enviar o projeto para a Câmara, ele estará terceirizando um problema seu para os vereadores. Se eles aprovarem o projeto, estarão coniventes com a postura do prefeito diante dos servidores; se rejeitarem, a greve será iniciada provavelmente na quarta-feira e o caso acabará sendo decidido pela Justiça Trabalhista.
Em uma rápida sondagem com alguns vereadores, ficou claro que não há disposição, nem mesmo da base, de aprovar o aumento à revelia do que querem os 4,7 mil servidores. As chances de reprovação do projeto, se ele for realmente apresentado, são muito grandes.



