
Depois do valor do vale-refeição que foi estabelecido em valor maior para os servidores da Câmara Municipal, o que causou revolta e reclamações dos funcionários da Prefeitura de Franca, uma nova polêmica está em debate: a reposição dos pontos facultativos dos dias que antecederam ao Natal e ao Ano Novo.
O Prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), através do Decreto 10.416, de 26/11 passado, estabeleceu a suspensão do expediente nas repartições públicas municipais nos dias 24 e 31 de dezembro.
Mas em decorrência da paralisação destes serviços, Alexandre estabeleceu, no mesmo decreto, que os servidores deverão compensar as horas não trabalhadas, à razão de 1 hora diária, observada à jornada de trabalho de cada um.
Cada chefia deverá estabelecer a compensação em relação a cada servidor. O decreto do Prefeito francano diz ainda que “a não compensação das horas de trabalho acarretará os descontos pertinentes”.
Na Câmara
A crítica dos servidores da Prefeitura está em providência de suspensão do expediente na Câmara de Vereadores, em Portaria do Presidente, vereador Marco Garcia (PPS).
Através da Portaria 198, de 14/12, Garcia tomou a mesma providência, suspendendo o expediente nos dias que antecederam o Natal e Ano Novo, dias 24 e 31 passados. Entretanto, a suspensão do comparecimento dos funcionários da Câmara ao trabalho não foi procedida de obrigação de compensar as horas não trabalhadas naqueles pontos facultativos.
Tratamento diferenciado
Os servidores, através das redes sociais e nas conversas nos setores da Administração têm questionado as diferenças de tratamento e de concessão de benefícios que recebem do Prefeito Alexandre Ferreira.
Os reajustes salariais, embora sejam regidos pelas mesmas normas, no caso da Câmara são reforçados por uma série de benefícios que os funcionários do Legislativo têm. Uma das mais recentes foi a conquista de um auxílio alimentação de R$ 499 (despesa mensal de R$ 25 mil mensais).
Vale de R$ 240
Após a realização de uma greve que não resultou em conquistas relevantes (pelo contrário: os dias parados devem ser compensados pelos servidores que aderiram á paralisação), os funcionários da Prefeitura ainda se queixam das gratificações que passaram a ser pagas pelos plantões médicos, ao mesmo tem em que também chiam por receberem um vale-alimentação de apenas R$ 240, menos da metade dos R$ 499 recebidos pelos seus colegas da Câmara.



