A adoção do teletrabalho em larga
escala ainda depende de mudanças culturais tanto das empresas e demais
empregadores quanto dos gestores públicos, segundo os especialistas que participaram
na última segunda-feira, 16 de abril, em audiência pública na Câmara Municipal
de São Paulo.
Um grupo vem elaborando o texto com
incentivos para esta modalidade de ocupação, e deverá divulgar a primeira
versão no final de junho. “Existe muito na cabeça do gestor achar que, para a
pessoa trabalhar a distância, tem que ficar olhando para ver se ele está
trabalhando”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e
Teleatividades (Sobratt), Cléo Carneiro, sobre hábitos que precisam ser
superados.
Carneiro destacou que são muitos os
benefícios adquiridos no caso de trabalho em casa ou a partir de espaços mais
próximos das residências, como escritórios coletivos de trabalho (coworking).
“As pesquisas mostram que por essas razões a produtividade aumenta”, ressaltou.
Pesquisa divulgada em 2017 pela
organização não governamental Nossa São Paulo mostrou que 34% dos residentes na
cidade de São Paulo gastam entre 1 e 2 horas para se descolar de casa para o
trabalho. A média dos deslocamentos diários ficou em 2h02 para os que usam
carro e de 2h11 para os passageiros do transporte público. Entre os
entrevistados, 17% disseram que estudam ou trabalham em casa.




