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Inflação dos aluguéis avança menos em segunda prévia de abril

O aumento foi puxado pela elevação dos preços ao consumidor e da construção civil

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A inflação – medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M)
– subiu 0,4% no segundo decêndio de abril (de 21 de março a 10 de abril), um
avanço menor 0,19 ponto percentual do que o 0,59% do mesmo período de março. Os
dados foram divulgados na manhã desta
quarta-feira, 18 de abril, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro
de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). O índice é usado para o
reajuste de aluguéis.
O aumento foi puxado pela elevação dos preços ao consumidor e da construção
civil, porque os preços no atacado – que responde por 60% do IGP-M – fecharam
com forte queda em relação a igual período de março.

 Segundo o levantamento do IGP-M, os preços no atacado,
medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), registraram variação de
0,46% no segundo decêndio de abril,
resultado 0,37 ponto percentual inferior ao 0,83% do segundo decêndio de março.

Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens
Finais subiram em média 0,58% em abril, após alta de 0,41% em março. A taxa de
variação do grupo Bens Intermediários cresceu 0,86% em abril. Em março, esse
grupo havia acusado elevação de 0,58%.

 Já a taxa do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 1,69%
em março para uma deflação (inflação negativa) de 0,18% em abril.

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 Preços ao consumidor

Os dados divulgados pela FGV indicam ainda que o Índice de
Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,15 ponto percentual em relação a igual
período de março,
passando de 0,12% para 0,27%, entre um decêndio e outro.

Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa componentes do
índice tiveram acréscimo nas taxas de variação. A principal contribuição partiu
do grupo Alimentação, que passou de uma deflação de 0,16% para uma alta de
0,13%. Nesta classe de despesa, o item frutas pulou de 2,49% para 4,53%.
Também o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu entre o segundo
decêndio de março
e o de abril,
passando de 0,2% para 0,37%.

Cesar Colleti

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