Um estudo sobre a
judicialização da educação básica no Brasil mostra que as principais causas de
ações na justiça são a busca por vagas em creches e a permissão para o ingresso
no ensino fundamental de crianças com idade inferior ao determinado pelo
Conselho Nacional de Educação (CNE). O estudo foi feito pela advogada
Alessandra Gotti, doutora e mestre em Direito Constitucional, a pedido do CNE e
da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco).
Segundo a especialista, a matrícula de crianças em creches e
pré-escolas nas redes municipais de educação está no topo do ranking da
judicialização. O assunto é objeto de demandas judiciais crescentes, ajuizadas
especialmente por parte dos ministérios públicos estaduais, defensorias públicas
e pelas próprias famílias em nome das crianças.
Em relação às ações sobre os limites etários para o acesso às
etapas da educação, as demandas mais frequentes se referem ao corte de idade
para matrícula inicial na escola e no 1º ano do ensino fundamental.
Atualmente, uma
resolução do CNE exige que a criança tenha 6 anos completos até o dia 31 de
março do ano em que ocorrer a matrícula para ingresso no 1º ano do ensino
fundamental e 4 anos completos para ingresso na pré-escola. Essa determinação
vem sendo questionada, principalmente pelas famílias, em diversas ações
judiciais.




