Metade da produção
anual brasileira de PET, estimada em 550 mil toneladas, não é reciclada e tem
como destino os aterros, lixões e rios, gerando um sério problema ambiental
para o Brasil. No mundo, o quadro é ainda mais grave: cerca de oito milhões de
toneladas de recipientes plásticos são lançadas todos os anos nos oceanos.
Uma descoberta recente de um grupo internacional de
cientistas, com participação de especialistas da Universidade de Campinas
(Unicamp), pode contribuir para minimizar esse tipo de poluição.
Os pesquisadores
desenvolveram uma enzima, denominada PETase, que degrada com eficiência o PET.
A substância divide o material polimérico em pequenas unidades, favorecendo
assim a sua reciclagem.
O grupo responsável pelo estudo reúne pesquisadores
da Universidade de Portsmouth (Reino Unido), do Laboratório Nacional de
Energias Renováveis (NREL, Estados Unidos) e da Unicamp, mais especificamente
do Centro de Pesquisa em Engenharia e Ciências Computacionais – um dos Centros
de Pesquisa, Inovação e Difusão financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa
do Estado de São Paulo (Fapesp), sediado no Instituto de Química da
universidade.




