Passar longos
períodos sentados durante a sua vida está ligado à atrofia cerebral,
principalmente na terceira idade, confirma pesquisa.
Por meio de testes com a ressonância magnética,
pesquisadores descobriram que o sedentarismo impacta diretamente no afinamento
do lobo temporal medial (MTL) e suas subestruturas. Essa região do cérebro é
responsável por diversas funções, como a memória a longo prazo e a percepção
auditiva, por exemplo.
Em contrapartida, a pesquisa demonstra que a
atividade física, mesmo que em níveis elevados, não compensa os efeitos nocivos
de ficar sentado por períodos prolongados. Por isso, é preciso um trabalho de
prevenção. “Acredita-se que a atrofia e os processos antineoplásicos
associados ao declínio cognitivo começam no lobo temporal medial. A formação do
hipocampo e suas estruturas circundantes, especificamente, são essenciais para
a função da memória”, explica Prabha Siddarth, pesquisador do Instituto
Semel de Neurociência e Comportamento Humano da Universidade da Califórnia, em
Los Angeles (UCLA), em entrevista à revista acadêmica Medscape Medicals News.
O que a pesquisa
trouxe de novidade é a descoberta de que ficar sentado por longos períodos
reduz a espessura dessas importantes estruturas cerebrais. Isso sugere que
combater o sedentarismo é importante não só para a sua saúde física, como também
mental, principalmente na vida adulta e para idosos. “A gente constuma
dizer que ‘sentar é o novo fumar’ em relação à saúde geral”, explica David
A Merrill, professor de Psiquiatria Geriátrica da UCLA.




