
O Departamento Aeroviário do Estado de SP divulgou as últimas estatísticas do ano de 2015 referentes ao Aeroporto Estadual Tenente Lund Pressoto e mostrou uma realidade que só mudará quando Franca tiver demanda suficiente para receber vôos comerciais regulares.
Enquanto os usuários de vôos para SP, Brasília e outras partes do País continuarem usando o Aeroporto Leite Lopes, de Ribeirão Preto, a realidade não muda: nenhuma empresa se dispõe a fazer qualquer rota, mesmo as mais simples, como, por exemplo, o destino Franca – São Paulo, se a realidade não mudar.
Mas caso haja vôos comerciais partindo e chegando na cidade, sua demanda é incerta. O DAESP nem as empresas aéreas não têm, ou não mostram, a demanda que Franca teria caso os francanos não pudessem ir a Ribeirão e de la partir rumo às mais variadas rotas aéreas do País.
Enquanto isso não acontece, e pelas circunstâncias, o números do terminal aeroportuário de Franca continuarão tão pífios como antes. Em 2015, menos de 650 passageiros (624, na realidade) passaram pelo Aeroporto, assim mesmo para viagens em vôos não regulares.
Os 624 passageiros do ano que transitaram pelo terminal de Franca usaram os 214 vôos não regulares que passaram pelo Lund Pressoto (12 deles estavam em trânsito, segundo o DAESP).
Para uma cidade industrial e de potencial exportador como Franca (calçados e café, por exemplo) é desolador ver que tanto em carga quanto em correio, Franca movimentou 0 (isso mesmo, zero).
Em pousos e decolagens, foram 231 vôos não regulares, com 408 em novembro de 2015 e um total de 4.090 operações no acumulado do ano, segundo o Departamento Aeroviário.
Não há no momento, nenhuma mobilização, seja dos deputados, seja do Prefeito Alexandre Ferreira, da Câmara Municipal ou de lideranças empresariais na cidade para mudar o quadro.
O Sindifranca – Sindicato da Indústria da cidade tem representado a cidade, mas em Ribeirão Preto, que luta para conseguir que o Aeroporo Leite Lopes seja transformado em Terminal Internacional de Cargas da Alta Mogiana.



