O crescimento das fintechs, empresas
de tecnologia no setor financeiro, deve acelerar a partir da regulamentação,
determinada na última quinta-feira, 26 de abril, pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN).
A ideia é que, com a expansão dessas
empresas, aumente a concorrência no sistema financeiro, consequentemente os
custos de empréstimos para clientes desse segmento devem cair e uma parcela
maior da população ter acesso a serviços financeiros, como empréstimos,
seguros, investimentos e meios de pagamento.
O CMN estabeleceu dois modelos para
as fintechs operarem: a sociedade de crédito direto (SCD) e a sociedade de
empréstimo entre pessoas (SEP). No primeiro sistema, as empresas emprestam
recursos próprios por meio de plataforma eletrônica. No segundo, empresas ou
pessoas físicas entram numa plataforma para emprestarem dinheiro a outras
pessoas, modalidade conhecida como peer-to-peer lending.
As resoluções abrem caminho para as
fintechs atuarem sem estarem vinculadas a uma instituição financeira convencional.
Elas também não podiam emprestar com recursos próprios. O CMN estabeleceu
capital mínimo de R$ 1 milhão para as fintechs de ambos os tipos poderem
operar. Na modalidade peer-to-peer, cada credor poderá emprestar até R$ 15 mil
para um tomador. Este, no entanto, poderá contrair vários empréstimos de R$ 15
mil com credores diferentes. A SEP não pode operar com recursos próprios,
apenas fazer a intermediação entre emprestador e tomador.




