A depressão é conhecida, na maioria das vezes, como um desequilíbrio químico
Ninguém acorda num dia comum e decide ter depressão. Ela não chega com manual de instruções nem com data marcada. Às vezes, começa com uma apatia discreta, uma desistência pequena aqui, outra ali. Em outras, vem como um cansaço crônico disfarçado de produtividade.
Em muitos casos, ela caminha ao lado da ansiedade, ampliando o desgaste interno e tornando ainda mais difícil perceber o espaço que vai sendo tomado por esse vazio emocional — até ocupar o lugar de tudo que antes era desejo, afeto ou presença.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), mais de 300 milhões de pessoas convivem com o transtorno no mundo.
No Brasil, uma em cada dez já foi diagnosticada com algum grau de depressão. Mas por trás dos números está o que realmente importa: histórias não contadas, pressões emocionais engolidas, traumas que nunca foram elaborados.




