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OMS espera que gorduras trans sejam eliminadas da indústria até 2023

Organização revelou que objetivo pode salvar 500 mil pessoas da morte por doenças cardiovasculares

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O mundo é capaz de eliminar as
gorduras trans produzidas industrialmente até 2023, disse a Organização Mundial
de Saúde (OMS) nesta segunda-feira, 14 de maio, revelando um plano que afirma
que evitará 500 mil mortes por ano decorrentes de doenças cardiovasculares.

As gorduras trans são populares entre fabricantes de
alimentos fritos, assados e salgadinhos porque têm um prazo de validade longo,
mas são ruins para os consumidores, aumentando o risco de doenças cardíacas em
21% e as mortes em 28%, informou um comunicado da OMS.

Implantar a estratégia da
entidade para substituir as gorduras trans, o que inclui divulgar alternativas
mais saudáveis e legislar contra ingredientes nocivos, os retiraria da cadeia
alimentar e representaria uma grande vitória contra as doenças cardíacas,
afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus em comunicado.

Vários países ricos já eliminaram virtualmente as
gorduras trans estabelecendo limites às quantidades permitidas em alimentos
industrializados. Alguns proibiram óleos parcialmente hidrogenados, a principal
fonte de gorduras trans produzidas industrialmente, disse a OMS. “A
gordura trans é um produto químico tóxico desnecessário que mata, e não há motivo
para pessoas de todo o mundo continuarem sendo expostas”, disse Tom
Frieden, ex-diretor do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos que
hoje comanda a iniciativa Resolve.

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No início deste mês a OMS
emitiu suas primeiras recomendações sobre gorduras trans desde 2002, dizendo
que adultos e crianças deveriam consumir um máximo de um por cento de suas
calorias diárias na forma de gorduras trans.

Cesar Colleti

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