Dados da Taurus
(maior empresa brasileira de armas leves) revelam o boom nas transações
com os Estados Unidos. Em relatório a acionistas, a companhia diz que suas
vendas para o país nos nove primeiros meses de 2015 cresceram 75,4% em um ano,
gerando R$ 356,5 milhões em receitas. O valor representa mais que o dobro das
vendas da Taurus no Brasil e 63% de suas receitas totais no período. A empresa
não quer polemizar sobre o mercado legal e negro de armas nem sobre a cultura
de violência aqui, nos States, no Oriente, no planeta, atribuindo parte do
crescimento das exportações também à desvalorização do real frente ao dólar
nesse momento. Enquanto Barack Obama tenta medidas para um desarmamento,
o Brasil eleva em 46% na atualidade a venda de armas aos Estados Unidos, um dos
países líderes da cultura da violência que predomina hoje lá e cá, em
todo lugar, na realidade da vida nas sociedades de consumo.

Com a produção e a venda também de armas clandestinas. liberadas aqui, o negócio chega a 1 bilhão de reais por ano
Lágrimas de jacaré?

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Entre legal e clandestina exportação de armas made in Brazil pros States cresceu entre 40 e 70% em um ano |
Está repercutindo internacionalmente a reportagem de João Fellet da BBC em Washington (USA) enfocando que apesar de ser alvo de restrições ( recém-anunciadas pelo presidente Barack Obama) o comércio de armas de fogo nos Estados Unidos só aumenta e tem gerado receitas crescentes para empresas do Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, só entre janeiro e novembro de 2015, as exportações de armas e munições brasileiras para o mercado americano somaram US$ 134,8 milhões (R$ 543 milhões), uma alta de 45,8% em um ano. O volume de vendas é ainda maior, já que por absurdo que pareça, a legislação brasileira permite que grande parte das transações permaneça sob sigilo. E que sobreviva um mercado negro de produção clandestina de armas exportadas. Enfim, não se sabe ao certo qual é o volume deste mercado da violência. Os Estados Unidos são o principal destino de exportações de armas leves brasileiras (principalmente pistolas e revólveres econômicos tanto para uso civil como militar). Especialistas que vêm estudando o comércio de armas dizem considerar improvável que as exportações nacionais sejam afetadas pelas novas restrições do Presidente Obama, que chegou a chorar durante anúncio de campanha por desarmamento. Lágrimas de jacaré?..A gente questiona que s venda de armas faz parte de toda uma indústria de variadas formas mais ou menos sutis de violência, ela passa pelo esporte (UFC) e pela comunicação de massa. Ativistas cobram maior rigor em relação ao problema e transparência no intercâmbio internacional de armas, também nos comércios locais, negros ou não…Especialistas apontam riscos de desvios e mau uso de armamentos destinados aos americanos. Já surge até uma campanha neste sentido “Armas nas mãos erradas”, tentando conter o fluxo que alimenta crimes violentos de várias espécies e em vários países, não só nos States, também por aqui no Brasil, um dos maiores produtores mundiais de armas de guerra e também armamento leves e não letais. Esta realidade poderá mudar com uma nova legislação, com um controle do lobby do setor e com estímulos na realidade para a cultura da vida, da não violência e da paz, algo que é vital dentro de uma gestão pública de desenvolvimento sustentável. E mais, segundo comentário que vem fazendo Daniel Mack, consultor independente que estuda violência armada atual aqui, em vários lugares do mundo e também nos Estados Unidos, o ATT estabelece uma conexão de responsabilidade entre o exportador e as violações graves que venham a ser cometidas com as armas: “Ainda que os Estados Unidos não sejam o típico país com graves violações de direitos humanos, vale perguntar quantas das mais de 30 mil mortes anuais por armas de fogo, entre homicídios, suicídios e acidentes, naquele país ocorrem com armas brasileiras?”. Essa é a questão que fica no ar, também por aqui no “Brasil Armado”.

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A produção e o mercado de armas brasileiras cresceu lado a lado com a cultura da violência |

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Armas made in Brazil estão indo também pro Oriente e podem cair nas mãos do EI |

A cultura da violência é sutil mas real e um assunto delicado no Brasil…
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