O acompanhamento de longo
prazo com homens que utilizaram a finasterida mostra que a droga não aumenta
risco de forma letal de câncer de próstata. O achado é particularmente
importante porque um estudo de 2003 mostrou que o medicamento poderia ter um
efeito paradoxal: ele diminuía a chance do câncer de forma geral, mas aumentava
risco de um tipo específico e letal. Pesquisa mais profunda apresentada no último
sábado, 19 de maio, no entanto, diz que o resultado não procede.
Os resultados foram divulgados em encontro anual da
Associação Americana de Urologia.
A finasterida é um medicamento
comum usado para tratar os sintomas do aumento da próstata (em altas doses) e
da calvície masculina (em baixas dosagens). O medicamento impede que a
testosterona vire a diidrotestosterona, forma do hormônio que tem uma ação
sobre a perda do cabelo de homens e sobre o crescimento da próstata.
A polêmica com o medicamento,
contudo, começou em 2003 com pesquisa publicada no New Engrland Journal of
Medicine. A pesquisa com 18.882 homens mostrou que, ao mesmo tempo em que a
finasterida poderia ter um resultado positivo significativo (reduzia o câncer
de próstata em 25%), ela também aumentava em 68% a chance de tumores de alto
grau e letalidade.




