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Justiça concede arresto de bens do Calçados Fio Terra no valor de R$ 1,2 milhão

Empresa demitiu 160 funcionários e não realizou o pagamento das rescisões

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A Justiça concedeu, na tarde desta sexta-feira, o arresto de bens do Calçados Fio Terra, no valor de R$ 1,2 milhão, para garantir o pagamento das multas rescisórias dos 160 funcionários demitidos em dezembro.

Os acertos deveriam ter sido feitos ontem, mas a empresa alegou não ter recursos e propôs fazer os pagamentos em 36 meses, proposta prontamente rejeitada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados do Município de Franca.

O sindicato entrou com ação judicial ontem, pedindo o arresto cautelar de maquinários para garantir que os valores das rescisões seja resguardado. Nesta sexta, com a ordem judicial, os advogados do sindicato e um oficial de Justiça foram à fábrica para cumprir com o arresto. 

“Foram arrestadas máquinas de corte a laser avaliadas em R$ 280 mil cada uma. Escolhemos equipamentos com alto valor para que os recursos para pagar as rescisões sejam assegurados aos trabalhadores. Vamos esperar uma contraproposta, mas se não houver, vamos entrar com as ações individuais”, disse o advogado do sindicato, Leonardo Corrêa. 

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O advogado afirmou ainda que o proprietário do Fio Terra e seu advogado acompanharam todo o cumprimento da ordem judicial e afirmaram que estarão retomando a produção nos próximos dias. 

Enquanto isso, a empresa aguarda a decisão da Justiça sobre o processo de recuperação que foi iniciado no dia 11 de dezembro. Caso seja concedido, o Fio Terra poderá pagar seus débitos a longo prazo. “Não acredito que seja aceito, uma vez que a recuperação visa a manter a empresa de portas abertas e nesse caso todos foram demitidos”, informou Leonardo Correa.

Cesar Colleti

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