Nenhum outro protocolo de perda de peso tem feito tanto sucesso
quanto o jejum intermitente. No ano passado, foi o segundo termo mais buscado
no Google brasileiro, na categoria “como fazer”.
Tendo como base a utilização das reservas de gordura do organismo
para a produção de energia, esse regime propõe alternar períodos de ingestão de
alimentos com abstinência, variando o número de horas que se fica sem comer.
Além do emagrecimento, estudos mostram que os pacientes apresentam melhora nas
taxas de colesterol e em marcadores inflamatórios, entre outros.
Mas, apesar de ser uma prática milenar — principalmente com fins
religiosos —, as pesquisas sobre o jejum como ferramenta de perda de peso são
relativamente recentes, e os efeitos no organismo em longo prazo largamente
desconhecidos.
Um estudo brasileiro apresentado nesta segunda-feira, 21 de maio,
no congresso da Sociedade Europeia de Endocrinologia, em Barcelona, alerta que
a prática pode elevar o risco de desenvolvimento de diabetes. O trabalho,
conduzido por Ana Claudia Munhoz Bonassa e Angelo Rafael Carpinelli, do
Departamento de Fisiologia e Biofísica da Universidade de São Paulo (USP), foi
feito com modelo animal.




