E agora, o que vamos fazer? Será
que vou ser boa mãe? Será que vou dar conta?”. Um misto de “alegria e
medo” invadiu a educadora física Thays Bacchini, de 30 anos, quando
descobriu que estava grávida. “Passa muita coisa na nossa cabeça”,
diz ela, lembrando que a esse turbilhão de pensamentos se somou um bombardeio
de “receitas” sobre a gravidez – que lhe diziam “para comer por
dois, para ter sustança”, “para, pelo amor de Deus, parar de fazer
exercícios até o bebê nascer”, entre outras coisas disparadas por todos os
lados. “Eu gosto de ouvir o que os
outros têm a dizer”, observa Thays. “Mas as histórias precisam ter
fundamento, porque assim como podem trazer leveza e ser um jeito de a pessoa se
mostrar presente nesse momento, elas também podem gerar insegurança”.
Essa também é a análise de
especialistas, que alertam para os potenciais efeitos de crenças e mitos para a
mulher e o bebê.
As consequências, dizem, incluem estresse e situações
que põem a saúde em risco. “Muitas dessas histórias deixam a mulher preocupada
a gravidez inteira, cheia de fantasmas na cabeça”, frisa a ginecologista
Mariana Maldonado, especialista em obstetrícia e sexualidade humana.
O que é mito




