Quando não comete erros grotescos, o governo de Gilson de Souza (DEM) dá azar. Com a greve dos caminhoneiros, que para o país há sete dias, a população de Franca sente os efeitos e enfrenta problemas em diversas frentes.
Um deles é a falta de combustíveis para os ônibus da empresa São José rodarem normalmente. Desde a semana passada, os veículos da concessionária de transporte público estão fazendo horário de domingo, com menos ônibus e mais espera. Embora neste caso não tenha culpa, o problema acaba caindo na conta de Gilson.
Mais um episódio semelhante ocorre em relação à Expoagro. A empresa Badalasom, responsável pela parte artística do evento, anunciou o cancelamento de dois shows programados para esta semana em razão da greve, pela impossibilidade de se montar a estrutura a tempo.
Na quinta-feira, de Tiago Brava, e na sexta de Eduardo Costa. A apresentação de sábado, de Chitãozinho e Xororó, ainda não foi desmarcada, mas se a greve não cessar, certamente, também não será realizado.
Ao contrário das pataquadas administrativas até aqui vistas no governo de Gilson de Souza e as diversas promessas de campanha não cumpridas, no caso dos ônibus e do cancelamento dos shows, não há responsabilidade do prefeito. Mas sim uma grande dose de falta de sorte.
Isso porque o cancelamento dos show, certamente, causará um efeito ruim para o prefeito no aspecto político. Basta ver que outros prefeitos, como Gilmar Dominici, Sidnei Rocha e, no final do mandato, Alexandre Ferreira, promoveram grandes Expoagros que, indiretamente, impulsionam a imagem deles junto da população.
E isso num ano em que, se não será candidato, Gilson de Souza apoiará a campanha de seu filho, Gilsinho (PRB), a deputado federal e talvez também do irmão, Nirley de Souza (PP), a estadual.



