
O vereador Zezinho Cabeleireiro (PPS) compareceu a uma reunião na escola Suely Machado, no Jardim Brasilândia, na manhã de hoje. O encontro entre pais, professores e o parlamentar tinha o objetivo de discutir ações para evitar o fechamento do ensino médio na unidade, o que resultaria em torno de 350 transferências compulsórias dos estudantes para outras escolas mais distantes. No local, restariam apenas as salas do ensino fundamental. A decisão é do governo paulista e atingirá escolas do Estado todo.
Logo na entrada da escola, um grupo de aproximadamente 50 estudantes fazia um protesto pacífico, com instrumentos musicais. No interior, pais e professores discutiam com Zezinho possíveis soluções para o problema. “Meus filhos todos estudaram aqui e sei da qualidade do estudo e do local. Sou contra essa mudança até porque, por lei, os alunos não podem ser matriculados a mais de dois quilômetros de suas casas”, disse o vereador.
Do encontro, ficou decidido que os pais e professores procuraram a Diretoria de Ensino de Franca e também buscariam se informar, junto ao Ministério Público Estadual, sobre a possibilidade do ingresso com uma ação coletiva. “Também vou falar com o deputado estadual Roberto Engler, que é do partido do governador Geraldo Alckmin, para evitar que isso aconteça. Imagina só, escola não se fecha”, afirmou Zezinho.
Entre os professores, a preocupação era grande, uma vez que as salas das escolas que receberem os alunos poderão ficar com classes de até 50 alunos. Além disso, a redistribuição das turmas poderá diminuir o número de aulas, podendo, inclusive, haver cortes de professores. “Se eles não tiverem a quantidade de aulas pode acontecer sim e isso nos preocupa demais”, concluiu Zezinho.



