“FALEMOS DE ORQUESTRA”
No século XVIII, as maiores orquestras, como as de Berlim e Mannheim (Alemanha) e Viena (Áustria) contavam regularmente com aproximadamente 40 integrantes. Já as orquestras de tamanho médio, como as de Salzburgo (Áustria) ou Esterházy (Hungria) totalizavam cerca de 25 músicos, sendo 15 instrumentistas de corda, quatro ou cinco de madeira (oboé, flautas, fagotes, clarinetes), duas ou três trompas e, ocasionalmente, trompetes e tímpanos.
O movimento musical que se desenvolveu em meados daquele século na corte de Mannheim foi fundamental na evolução da orquestra clássica. Ali, seus membros, entre os quais encontravam-se compositores como Johann Wenzel Stamitz (1717-1757), conseguiram formar uma orquestra de grande qualidade e envergadura e fizeram uma das contribuições mais importantes para a música do Classicismo: a noção de dinâmica, que viria a ser o uso do crescendo e do diminuendo, ampliando as possibilidades de expressão na execução da música em si.
Stamitz estabeleceu a primeira orquestra sinfônica clássica padronizada, composta de 35 ou 40 instrumentistas, agrupados em três seções: cordas, sopros e percussão. Ainda que a composição da orquestra variasse muito, era mais freqüente a seguinte distribuição: família de cordas(violinos, viola, violoncelos e contrabaixos), clavecino, oboés, fagotes, flautas, trompetes e tímpanos. Essa foi a primeira orquestra que usou os matizes dinâmicos piano (suave), crescendo (de suave a forte) e diminuendo (de forte a suave).




