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Mioma: 3 coisas que você precisa saber sobre a doença

Embora pouco falado, o mioma atinge cerca de 50% das mulheres férteis no Brasil, segundo a FEBRASGO; saiba mais sobre o quadro

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De acordo com o ginecologista Thiers Soares, especialista na doença, os miomas são tumores benignos que se formam no tecido muscular do útero (Foto Shutterstock)

 

São muitas as doenças ginecológicas que podem afetar a mulher, sobretudo em idade reprodutiva. No entanto, nem todas elas são muito faladas, e o mioma é um exemplo disso.

Com números alarmantes, estima-se que cerca de 50% das brasileiras férteis sejam acometidas pela condição, segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

O que é um mioma

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De acordo com o ginecologista Thiers Soares, especialista na doença, os miomas são tumores benignos que se formam no tecido muscular do útero.

Mesmo que o problema se apresente como nódulos, eles não estão associados ao câncer.

Ainda assim, existem três fatos principais sobre o mioma que toda mulher deveria saber, conforme aponta o médico. Acompanhe:

Sintomas normalizados

Segundo Thiers, os sinais da condição podem ser interpretados como “normais” por muitas mulheres, quando, na verdade, conseguem até impedir a gravidez.

Os principais são cólicas intensas, sangramento excessivo, aumento do volume abdominal e dificuldade para engravidar.

Diagnóstico difícil

É justamente por haver uma normalização dos sintomas que o mioma pode demorar para ser diagnosticado. Inclusive, a doença também pode se apresentar assintomática, dificultando ainda mais um diagnóstico.

Porém, o quadro é capaz de trazer sérios prejuízos à saúde, como a compressão de outros órgãos, por exemplo. Então, o especialista indica que as consultas de rotina são primordiais para uma rápida identificação.

Muitos tratamentos

O ginecologista destaca que as possibilidades para tratar a condição são muitas. “O uso de hormônios, como pílulas anticoncepcionais, pode ser um dos métodos utilizado.

Quando há a necessidade de intervenção cirúrgica, inicialmente, a miomectomia — retirada de miomas e preservação do útero — é indicada. Mas, quando não há mais o desejo de engravidar, a histerectomia — remoção total do útero — é uma opção”, esclarece.

Para o último caso, o profissional diz que as cirurgias minimamente invasivas, como laparoscopia e a robótica, são grandes apostas.

Fonte: Alto Astral