A vida é feita de decisões. Desde as
mais banais, como a seleção entre os pratos disponíveis em um cardápio, até as
mais complexas, como decidir em qual banco colocar as suas poupanças. Escolhas ocupam
grande parte do nosso dia. Muitas variantes podem influenciar a firmeza que
sentimos em relação a uma decisão feita. Um estudo liderado pelo neurocientista
Maël Lebreton, da Universidade de Amsterdã, na Holanda, se propôs a investigar
um deles: o dinheiro.
A precisão da confiança que temos em
nossas escolhas, respostas e ações pode ser muito importante. É por meio da
qualidade das nossas atitudes e da segurança que sentimos em relação ao que
fazemos que mostramos ao mundo o quão confiáveis nós somos.
O trabalho buscou concretizar o
impacto de recompensas em dinheiro na certeza que sentimos nesses momentos de
escolha. Afinal, como incentivos monetários podem influenciar a precisão do
sentimento de confiança de um indivíduo, sobretudo na hora de tomar decisões?
A pesquisa se baseou em uma tarefa na
qual os participantes deveriam analisar um par de imagens, conhecidas como
filtro de Gabor (pequenos círculos embaçados com listras pretas e brancas), em
uma tela de computador, e selecionar aquela com o maior nível de contraste
entre as duas. Então, lhes era apresentado um valor em dinheiro. Em seguida, os
pesquisadores pediam aos participantes que julgassem a probabilidade, em uma
escala de 50 a 100%, de sua escolha entre as duas imagens estar correta. Caso
estivessem certos, levariam para casa a quantia informada. O objetivo era
avaliar como a perspectiva de ganhar dinheiro influenciaria a precisão da
confiança que as pessoas sentiam em seu próprio julgamento.




