A rejeição de contas de prefeitos pelo tribunal de contas, aprovada pelo legislativo municipal, é suficiente para caracterizar ato de improbidade administrativa. Nesses casos, não é necessário o dolo específico de causar prejuízo ao erário ou atentar contra os princípios administrativos, tendo em vista que o dolo é genérico e consiste na vontade de praticar a conduta em si.
A decisão coloca em polvorosa alguns prefeitos da região, como Marcos Henrique Alves – Marcão (Itirapuã), Alexandre Alves Borges (Jeriquara), José Raimundo de Almeida Júnior – Zezinho Galego (Pedregulho), Miguel Marques (Cristais Paulista), Donizete Montagnini – Zetão, Luciene Garcia e Paulo Augusto Ribeiro – Paulinho do Pit (todos de Restinga) e outros tantos mais da região.
No caso do ex-prefeito Marcão, de Itirapuã, que desde 2016 é assessor do Deputado Roberto Engler (PSB), que teve algumas de suas contas rejeitadas de seu governo em Itirapuã (2005-2012), causou estranheza que ele, primeiro estivesse recebendo da Assembleia Legislativa e depois que passasse, desde a semana passada a ser remunerado pelo Governo do Eatado, indicado que foi, na cota polítrica do Deputado Engler, para dirigir o Escritório Regional de Governo, em substituição à ex-parceira tucana do deputado, Valéria Marson.
O entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo que decidiu que pessoas como os ex-gestores citados acima e tantos outros, foi tomada por 4 votos a 3, ao determinar a cassação do registro do prefeito de Iacanga, Ismael Boiani.




