Às vezes
um erro do correio pode ser providencial. No caso deste santo o erro era quase
inevitável.
Ele se
chamava Ascânio Caracciolo e morava junto à Congregação dos Brancos da Justiça,
que se dedicavam à assistência aos condenados à morte, junto à qual exercia a
mesma obra humanitária outro sacerdote com idêntico nome, Ascânio Caracciolo.
Uma carta
foi escrita pelo genovês Agostinho Adorno, venerável, e por Fabrício
Caracciolo, abade de Santa Maria maior de Nápoles. Ambos se dirigiam a Ascânio
Caracciolo para pedir que colaborasse com a fundação de uma nova Ordem, a dos
Clérigos Regulares Menores. Mas a qual dos dois Caracciolo?
O correio
endereçou-se ao jovem sacerdote, nascido a 13 de outubro de 1563 em Vila Santa
Maria de Chieti e que se mudou para Nápoles aos 22 anos de idade para completar
os estudos teológicos. Os anos de sua juventude transcorreram sem que nada de
particular fizesse prever nele a extraordinário atividade apostólica que em sua
curta vida (morreu aos 45 anos) iria desenvolver.




