sexta-feira, 19 jun 2026 ☀ Franca/SP 14°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Junho Vermelho: campanha busca estimular doação de sangue

Doações são essenciais para manter os estoques dos Hemocentros, mas adesão tem sido baixa

Compartilhar

Teve início no
último dia 1º de junho, a campanha nacional “Junho Vermelho”, com
o movimento “Eu Dou Sangue”, que tem a missão de conscientizar a população
sobre a importância de doar sangue. 

Segundo a Fundação Pró-Sangue,
os estoques em todo o Estado de São Paulo continuam baixos, em torno de 30% a
40% da quantidade considerada ideal, como consequência da baixa adesão de
doadores neste período do ano e também por conta da paralisação dos
caminhoneiros, que afetou diversas áreas da sociedade.

As doações são essenciais para manter os estoques de plaquetas,
que ajudam no controle de sangramentos e são usadas em tratamentos contra o
câncer, por exemplo. “É importante que as pessoas que moram perto de
hemonúcleos e bancos de sangue procurem estas unidades para a doação. O sangue
e as plaquetas são essenciais para os atendimentos de urgência e emergência”, explica
Dante Langhi, diretor da Hemorrede.

No mês de maio, a
Pró-Sangue registrou 4,5 milhões de bolsas de sangue coletadas para
distribuição. O número é expressivo, mas não reduz a necessidade constante de
doações. No último balanço, feito em 28 de maio, o tipo sanguíneo O+ estava em
estado crítico, ou seja, em condições de atender os hospitais apenas por mais
dois dias.

Continua depois da publicidade

Procedimento para doar

Para doar sangue, basta estar em boas condições de saúde,
comparecer alimentado ao posto de coleta, ter entre 16 e 69 anos (menores devem
consultar site Secretaria da Saúde e maiores de 60 anos devem ter doado ao
menos uma vez antes de completar a idade), pesar mais de 50 kg e levar
documento de identidade original com foto recente, que permita a identificação
do candidato.

É recomendável evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que
antecedem a doação e, no caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes. Se a
pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que
tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apta à
doação. Outros impedimentos também poderão ser identificados durante a
entrevista de triagem, no dia da doação.

Segundo Sandra
Montebello, médica da Fundação Pró-Sangue, o alerta para o risco de faltar
sangue é constante e independe do atual momento acarretado pela greve. “Crises
econômicas em geral afetam o funcionamento do banco. Pessoas não querem faltar
ao trabalho e, muitas vezes, não têm dinheiro nem mesmo para o transporte até o
hemocentro mais próximo. E se os níveis de estoque baixam ainda mais, a
situação poderá ficar preocupante”.

Carlos Roberto Jorge, médico da Fundação Pró-Sangue, reforça o
apelo da importância de doar. “Festas, Carnaval e imunização contra a febre
amarela no verão diminuíram consideravelmente os estoques. Vir bem alimentado e
com documento de identificação para a entrevista de triagem inicial já é
suficiente para ajudar”, afirma.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região