O Ministério da Cultura
firmou na última segunda-feira, 04 de junho, com o Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) um convênio para oferecer formação
a empreendedores da economia criativa.
Segundo o presidente do Sebrae, Afif
Domingos, o objetivo é dar qualificação administrativa aos artistas e grupos
culturais para que possam tanto ter equilíbrio financeiro, como também prestar
contas adequadamente quando forem beneficiados por leis de fomento. “Cultura é
um negócio. Ela tem que ser tratada com essa visão de um negócio. E,
geralmente, os empreendedores da cultura tem essa dificuldade”, enfatizou Domingos.
Os cursos serão
lançados, de acordo com Domingos, a partir das demandas apresentadas pelo
ministério. As formações poderão ser presenciais ou virtuais. “Com essa
aproximação, o Sebrae tem know how para
montar os cursos de acordo com a demanda”, ressaltou. Ele lembrou que a maior
parte dos empresários do setor cultural são micro ou pequenos empreendedores.
Em 2017, o Sebrae atendeu mais de 14 mil negócios vinculados à economia
criativa.
Muitos desses negócios são microempreendedores individuais
(MEIs). Afif disse que a figura jurídica, criada em 2008 para abranger
pessoas que trabalham por conta própria, permitiu aumentar a formalização do
ramo da cultura. “O MEI foi importantíssimo para a indústria da cultura, porque
tudo que era informal pode se formalizar. Em uma peça de teatro, o iluminador é
um terceirizado, não é um empregado direto. Então, você tem uma multidão de
terceirizados na montagem de um espetáculo”, exemplificou.




