Todo ano é o mesmo roteiro. Em junho, um mês antes do reajuste contratual da tarifa do transporte coletivo, a Empresa São José propõe um valor estratosférico, que é “rejeitado” pelo prefeito Gilson de Souza (DEM).
A alegação da empresa, todo ano, é que está trabalhando no vermelho e que os combustíveis foram reajustados, assim como os salários dos funcionários.
Mas este ano, com menos funcionários – demitiu vários cobradores -, uma reposição salarial pífia atrelada à inflação de 1,81% e a redução do preço do diesel em razão da greve dos caminhoneiros, o que justifica um pedido tão irreal de tarifa neste patamar?
Simples. O “jogo de cena” que é feito anualmente para que o prefeito saia da história como defensor da população, que veementemente negou o reajuste elevado proposto pela São José e negociou valores menores.




