Adolescentes, ainda
mais os nascidos na era digital, querem tudo para ontem. Não é à toa que muitos
deles desejam trocar o corpo infantil por uma versão mais musculosa ou definida
no menor prazo possível.
Pisando na academia,
eles são público fácil para os suplementos esportivos, especialmente aqueles
que aumentam a massa muscular, caso de whey protein, BCAA e creatina. “Percebo
nas consultas que é muito grande a demanda por esse tipo de produto. O adolescente
é invariavelmente vaidoso e quer ficar forte logo”, observa a pediatra Mônica
Moretzsohn, do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de
Pediatria.
Estudos recentes
endossam a constatação da médica. Uma pesquisa realizada em Fortaleza com 85
frequentadores de academia de 18 a 58 anos mostrou que gente abaixo dos 30 é a
que mais recorre a suplementos. Quanto mais jovem, maior o apelo da categoria.
Mas o que deixa mesmo os especialistas de cabelo em pé é o uso dessas
substâncias por conta própria – sendo que, em geral, elas são indicadas a
atletas.
Outro levantamento,
este feito com 30 adolescentes de Campo Mourão, no Paraná, revelou que um terço
deles ingeria suplementos sem orientação. Só 10% ouviram um médico ou
nutricionista. O fenômeno, claro, não se restringe ao Brasil.




