O tamanho da circunferência abdominal não deve ser uma preocupação só de adultos, alertam pesquisadores do Columbia University Medical Center, nos Estados Unidos. Após um estudo com 635 meninos e meninas, eles concluíram que, já aos 3 anos de idade, o problema pode ser considerado um sinal de maior probabilidade de ocorrência, na vida adulta, de doença hepática gordurosa não alcoólica e outras complicações no fígado. Detalhes do trabalho foram divulgados na publicação especializada Journal of Pediatrics.
Os pesquisadores tiveram contato com as crianças no início da infância (quando tinham em média 3 anos) e no meio da infância (em média, 8 anos). Em ambas as situações, registraram peso, altura, espessura das dobras cutâneas e circunferências da cintura e do quadril dos voluntários.
Na segunda visita, também foram colhidas amostras de sangue para que a alanina aminotransferase (ALT), enzima do fígado, pudesse ser analisada.“Verificamos que crianças com maior circunferência da cintura aos 3 anos de idade e aquelas com muito ganho de peso entre 3 e 8 anos eram mais dispostas a ter altos níveis de ALT, uma enzima que é um marcador para a saúde do fígado, inclusive para a doença hepática gordurosa não alcoólica”, conta Jennifer Woo Baidal, autora do estudo.
A cientista conta que, aos 8 anos, aproximadamente 35% das crianças eram obesas e tinham ALT elevado, enquanto somente 20% delas apresentaram peso normal e nível alto da enzima. “Somos os primeiros a estudar as mudanças na obesidade em crianças no início e no meio da infância para mostrar que as consequências negativas na saúde do fígado podem ser aparentes a partir dos 8 anos. A maioria dos estudos parecidos com esse começa com crianças de 10 anos”, comenta.




