
O Ministério Público do Trabalho (MPT)
enfatiza, nesta terça-feira (12) – Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil
– a importância de se buscar a erradicação do trabalho entre crianças e a
regularização do trabalho entre adolescentes. A situação do trabalho infantil
no Brasil apresenta números importantes. Dados do Observatório Digital do
Trabalho Escravo, desenvolvido pelo MPT e pela Organização Internacional do
Trabalho (OIT) mostram que crianças e adolescentes não apenas trabalham, mas
estão expostas ao trabalho escravo: de 2003 a 2017, foram resgatadas 897
crianças e adolescentes em situação análoga à de escravo. Além disso, eles
também são vítimas frequentes de acidentes. Entre 2012 e 2017, 15.675 menores
de 18 anos foram vítimas de acidentes de trabalho, segundo o Observatório
Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido por MPT/OIT. Dados do
Ministério da Saúde apontam também que, entre 2007 e 2017, 236 menores entre 5
e 17 anos foram vítimas de acidentes fatais de trabalho.
Para combater esse tipo de problema, o MPT
atua no âmbito judicial, extrajudicial e promocional (por meio de ações de
conscientização e projetos proativos). De 2013 a 2017, a instituição ajuizou
946 ações civis públicas relacionados à temática. Já o volume de termos de
ajustamento de conduta (TACs) firmados pelo MPT é ainda maior: foram 7.203 no
mesmo período, o que mostra a relevância de sua atuação extrajudicial.




