O vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) defende a contratação de uma empresa especializada para que esta faça a elaboração de um projeto de lei regularizando os 225 cargos comissionados que o Tribunal de Justiça mandou extinguir, alegando inconstitucionalidade.
A postura do vereador vai contra a realidade das finanças da Prefeitura, que recentemente anunciou cortes de 30% em todas as secretarias, que alega não ter dinheiro para pagar ações vencidas pelos servidores na justiça, que atrasa repasses para a Santa Casa e não pode implantar as dezenas de promessas que Gilson de Souza (DEM) fez durante a campanha.
O elevado número de cargos comissionados na Prefeitura já foi motivo de duas sentenças ordenando o fim dos cargos. Após a primeira decisão, a Prefeitura voltou a elaborar um projeto para “regularizar” a situação.
Mas, contrário à realidade de enxugamento de recursos, os cargos foram novamente inconstitucionais, por ferir as constituições Federal e do Estado. A insistência de Gilson em apresentar o projeto, mesmo com uma decisão anterior contrária, poderá render ainda uma ação de improbidade administrativa.




