Vivemos numa época em que até o descanso se tornou um dever. Trabalhar já não é suficiente – é preciso performar; meramente existir é insuficiente – é preciso funcionar.
Numa sociedade que transformou o bem-estar num objetivo e a produção numa identidade, o corpo pede uma pausa – mas a mente já não sabe como parar.
“O sujeito contemporâneo é patrão de si mesmo — se cobra, se vigia e se exaure”, diz a psicanalista Camila Camaratta. “É como se a liberdade tivesse se tornado sinônimo de disponibilidade. Ser livre, hoje, é não poder parar.”
Transtorno de ansiedade




