A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Franca, realizada na semana passada, deixou claro que 2026 começará com um tabuleiro político delicado no Legislativo. Depois de uma disputa marcada por pressões internas, acusações veladas e promessas contestadas, Fransérgio Garcia e Marcelo Tidy — protagonistas da batalha pela presidência — terão de conviver lado a lado, literalmente, no comando da Mesa Diretora da Casa.
A tensão começou por um possível trato firmado no ano passado. Tidy disse que havia um acordo feito entre os vereadores para que ele assumisse a presidência em 2025. Fransérgio nega ter participado de qualquer compromisso desse tipo. Os dois votaram, na ocasião, em Daniel Bassi para presidente. Cada um com sua convicção, ambos começaram a se movimentar politicamente ainda no primeiro semestre deste ano e a decisão de Bassi, de não buscar a reeleição ampliou o espaço para a disputa interna.
Nos bastidores, o clima azedou de vez quando Tidy passou a reclamar publicamente de um suposto apoio velado do Poder Executivo à candidatura de Fransérgio. A irritação foi maior porque Tidy pertence ao mesmo partido do prefeito Alexandre Ferreira e esperava, segundo ele, ao menos, neutralidade por parte do governo. Oficialmente, porém, tal apoio nunca aconteceu. Mas teria sido operado por assessores diretos do prefeito, segundo bastidores da Câmara.
Volta e reviravolta




