O uso do canabidiol (CBD) para tratamento de epilepsias graves e refratárias ainda causa polêmica muitas dúvidas, apesar do uso ser autorizado pela Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2014. Por isso, os conselhos regionais de medicina e de farmácia (CRF-SP) do Estado de São Paulo (Cremesp e CRF) promoveram o Fórum de Discussão sobre o Canabidiol, voltado para profissionais da área da saúde.
O canabidiol é um dos 113 canabinoides encontrados na planta Cannabis sativa mas, ao contrário do tetrahidrocabinol (THC), não é psicoativo nem causa dependência. Os canabinoides se ligam a receptores específicos das membranas celulares, e há vários estudos em andamento sobre as propriedades medicinais desses compostos. No entanto, ainda é difícil obter CBD no Brasil, mesmo com prescrição médica.
De acordo com Marcos Machado Ferreira, presidente do CRF-SP, os legisladores precisam ser esclarecidos sobre o uso de canabidiol, para facilitarem o acesso dos pacientes ao medicamento.
“É fundamental que a normatização seja menos burocrática, permitindo melhor controle da manipulação da substância e da qualidade do produto”, afirmou.




