Era fim de tarde no município de São José dos Campos (SP) quando o físico e professor Osvaldo Moraes saía do trabalho e pegava a Rodovia Presidente Dutra em direção a sua casa. O céu estava nublado, mas no trecho em que dirigia o asfalto permanecia seco. Nada de chuva.
Foi então que ele percebeu algo curioso: do outro lado da pista, a água caía firme. A chuva era visível numa diferença de poucos metros.
“Se você colocasse um pluviômetro [instrumento utilizado para medir a quantidade de chuva] do lado em que eu estava, no dia seguinte ele marcaria zero. Se colocasse do outro lado, ele teria registrado uma boa quantidade de chuva. E os dois estariam certos”, conta Osvaldo, atualmente professor titular no departamento de Física da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Essa história ilustra com precisão um dos maiores desafios da meteorologia: a variabilidade do tempo em pequenas escalas.




