A gordura no fígado, conhecida tecnicamente como esteatose hepática, é uma condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Considerada uma das doenças hepáticas mais comuns da atualidade, ela tem se tornado cada vez mais frequente, especialmente em razão de mudanças no estilo de vida da população.
Em muitos casos, a esteatose está associada a fatores como alimentação rica em gorduras e açúcares, sedentarismo, sobrepeso e obesidade. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também é uma causa importante, dando origem à chamada esteatose hepática alcoólica. Já quando o acúmulo de gordura ocorre independentemente do álcool, a condição é classificada como esteatose hepática não alcoólica, atualmente relacionada à síndrome metabólica, diabetes tipo 2, colesterol elevado e hipertensão arterial.
A doença pode atingir pessoas de diferentes faixas etárias, mas é mais comum em adultos entre 40 e 60 anos, especialmente aqueles com excesso de peso. No entanto, o número de casos em jovens e até em crianças tem crescido, impulsionado pelo aumento da obesidade infantil e de hábitos alimentares inadequados.
Na maioria das vezes, a gordura no fígado não provoca sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando presentes, os sinais costumam ser inespecíficos, como cansaço excessivo, mal-estar, sensação de peso ou desconforto no lado direito do abdômen. Em estágios mais avançados, a doença pode evoluir para inflamação do fígado, conhecida como esteato-hepatite, fibrose, cirrose e, em situações mais graves, insuficiência hepática.




